Ester na linha do tempo

Ester LisLand

Esta é a história de Ester em ordem cronológica. As datas (segundo o Calendário Judaico) estão de acordo à Bíblia em Ordem Cronológica, organizada por Edward Reese, as datas sem citação estão marcados com interrogação “(?)”.

597 a.C. – O Reino de Judá, que consiste nas tribos de Judá e Benjamin, é levado para o exílio na Babilônia por Nabucodonosor.

549 a. C. – Ciro, O Grande, unifica os Medos e os Persas.

539 a.C. – A Babilônia é dominada por Ciro, O Grande.

538 a.C. (?) – Nasce Mardoqueu – filho de Jair, neto de Simei e bisneto de Quis. Moravam em Susã (em hebraico significa lírio): a sede do Reino Persa.susa_palace

529 a. C. – Morre Ciro. Cambises é coroado rei do Império Medo-Persa.

525 a. C. – O Império Persa subjuga o Egito.

522 a. C. – Dario I começa a reinar na Pérsia.

517 a.C. – Nasce Xerxes (Assuero), filho de Dario I.

498 a.C. (?) – Nasce Ester, filha de Abiail, filho de Simei e neto de Quis. Ester significa mirto, ou a flor da murta.mirto

495 a. C. (?) – Morre os pais de Ester. Mardoqueu, primo de Ester, torna-se pai adotivo dela.

485 a. C. – Xerxes é coroado rei da Pérsia, após a morte de Dario I. O domínio persa se estende desde a Índia até a Etiópia.Mapa Império

484 a. C. – O 2º Ano de Reinado de Xerxes
Xerxes se prepara para guerrear contra a Grécia.friso arqueiro tijolo esmaltado policromado nas fachadas do palácio real de Dário I de Susa

483 a. C. – O 3º Ano de Reinado de Xerxes
O rei Xerxes comemora seu 3º ano de reinado em grande estilo: por 180 dias, o rei mostra o esplendor e glória de todo seu reino aos militares e aos príncipes e nobres das províncias; ao retornar à Susã, o rei oferece um requintado banquete no esplendoroso jardim interno do palácio, a ricos e pobres, com duração de 7 dias.Susa Palace

A Rainha Vasti se rebela
Vasti também oferece um banquete às mulheres no Palácio. E no 7º dia o rei Xerxes envia 7 oficiais para trazer a rainha Vasti para uma exibição de beleza aos seus súditos e aos nobres. Vasti se recusa aparecer. O rei indignado pede e acata o conselho de seus 7 ministros que consistiu em divorciar, destronar e substituir a rainha Vasti. O decreto real, que é irrevogável, é emitido: nunca mais Vasti compareceria à presença do rei e outra melhor que ela ocuparia a posição de esposa e rainha.

482 a. C. – 4º Ano de Reinado de Xerxes

481 a. C. – 5º Ano de Reinado de Xerxes

480 a. C. – O 6º Ano de Reinado de Xerxes

29/07 – A Pérsia enfrenta a Grécia e é derrotada em Salamis. O rei Xerxes volta deprimido e sente saudades de Vasti. Os conselheiros do rei sugerem um concurso de beleza em todo o  Império, a virgem que mais agradasse ao rei seria escolhida como esposa e rainha. O rei põe o conselho em execução.

01/09 – A ordem e o decreto do rei são proclamados por todo o reino, a seleção da nova rainha começa.

01/10 – Ester é escolhida para o harém do rei por ser bela e atraente. Mardoqueu a proíbe de revelar a origem de sua família e o povo a que pertencia, os judeus sofriam oposição do povo da terra (Vf. Esdras 4).

Ester fica aos cuidados de Hegai (eunuco), oficial responsável pelo harém das virgens, que a favorece pela sua graça e beleza e logo providencia: 7 moças escolhidas do palácio do rei, para a servirem; a transferência de Ester e suas moças para o melhor lugar do harém; é concedida também alimentação especial; e o início imediato da 1ª parte do tratamento de beleza, que consistia em banhos de mirra e tinha duração de 6 meses. Diariamente, Mardoqueu caminha próximo ao pátio do harém, para conseguir discretamente notícias de sua filha adotiva.

479 a. C. – O 7º Ano de Reinado de Xerxes

01/04 – Ester inicia a 2ª parte do tratamento de beleza, que consistia em banhos com perfumes e cosméticos, com duração de 6 meses.

01/10 – Chega a vez de Ester se apresentar ao rei. Ester foi arrumada por Hegai e não pediu nada para si. A ordem era ir à tarde para a residência real e pela manhã passar ao harém das concubinas do rei, sob os cuidados do oficial Saasgaz. O rei ficou impressionado pela beleza de Ester, ele gostou, favoreceu, e aprovou Ester como sua esposa e rainha da Pérsia.

01/11 – O casamento e coroação de Ester: O rei, apaixonado, ofereceu um grande banquete aos nobres e oficiais em homenagem à rainha consorte, que ficou conhecido como “O Banquete de Ester”, ele também proclamou feriado em todas as províncias e distribuiu presentes generosamente.

478 a. C. – O 8º Ano de Reinado de Xerxes

Mardoqueu senta à porta do palácio, salva a vida rei ao ouvir a conspiração de Bigtã e Teres, oficiais do rei responsáveis por guardar a entrada, ele passa a informação à rainha Ester, esta repassa ao rei, que manda investigar. Ao constatar a veracidade da informação o rei mandou enforcar os oficiais. Todo esse acontecimento ficou registrado nas Crônicas da Pérsia.Susa_doors_reconstructio big
Nasce o primeiro filho da rainha Ester.

477 a. C. – O 9º Ano de Reinado de Xerxes
Nasce a primeira filha da rainha Ester.

476 a. C. – O 10º Ano de Reinado de Xerxes
Nasce mais uma filha da rainha Ester.

475 a. C. – O 11º Ano de Reinado de Xerxes
Nasce o segundo filho da rainha Ester.

20/12 (?) – Hamã – filho de Hamedata, descendente de Agague, provável príncipe amalequita – é promovido a Primeiro Ministro da Pérsia. Ele é alertado pelos oficiais do palácio real sobre o judeu Mardoqueu que não se curva diante dele. A ira de Hamã se acende contra Mardoqueu e todo o povo judeu (Cf. Deuteronômio 25:17-19 e Exôdo 17:14).

474 a. C. – O 12º Ano de Reinado de Xerxes

13/01 – Hamã conspira o extermínio dos judeus sendo ajudado por sua esposa Zeres e amigos. Lança a sorte, o Pur, para marcar a data do extermínio: dia 13 do 12º mês, de 474a.C.

Hamã argumenta diante do rei que os judeus, um povo desobediente às ordens reais por causa de costumes próprios, deveria ser exterminado e quem se disponibilizasse a matá-los poderia saquear os bens deles. Para dar efeito ao plano ainda oferece 350 toneladas de prata para os cofres reais. Xerxes aceita e entrega o anel-selo a Hamã dando-lhe total liberdade de agir contra os judeus.

13/02 – A ordem e decreto real contra os judeus são escritos em todas as línguas das províncias dominadas pela Pérsia, selados por Hamã em nome do rei Xerxes e entregue aos governantes de cada povo. A ordem era exterminar, aniquilar completamente todos os judeus, homens e mulheres, crianças e idosos e saquear os seus bens, no dia 13, no mês 12. O mesmo decreto deveria ser entregue o mais depressa possível, publicado como lei em cada província e ser levado ao conhecimento de todo o povo para que estivessem prontos para a matança no dia marcado.

Ester, há mais de 30 dias sem ver o rei, ignorava o fato. Hamã e o rei Xerxes bebem comemorando, enquanto o povo em Susã está em polvorosa.

Mardoqueu veste roupas de saco, se cobre com cinzas, pranteando se aproxima do portão do palácio, impedido de entrar, fica na praça em frente ao palácio. As servas sabem do ocorrido por meio dos oficiais e comunicam à rainha Ester o estado de Mardoqueu, esta muito aflita envia roupas a Mardoqueu, que as rejeita. Hatá, oficial de sua confiança e nomeado para ajudá-la, é convocado para intermediar a comunicação entre a rainha Ester e Mardoqueu. Mardoqueu conta toda a história à rainha, mostra uma cópia do decreto e insiste para que ela vá ao rei implorando misericórdia e intercedendo pelo seu povo. A rainha Ester menciona a lei que proíbe qualquer pessoa comparecer perante o rei sem ser chamada, sob pena de morte, salvo se o rei estender o cetro. Mardoqueu objeta que ela sendo judia não escaparia ao extermínio e questiona ser este o propósito de chegar à posição de rainha: o livramento dos judeus. Decidida a comparecer à presença do rei sob risco de morte, a rainha Ester solicita aos judeus em Susã jejuarem em favor dela por 3 dias. Mardoqueu se retira e cumpre todas as instruções.

15/02 – Após o jejum, a rainha Ester comparece à sala do trono. O Rei Xerxes salva a vida da rainha apontando-lhe o cetro, Ester se aproxima e toca a ponta do cetro. O rei pergunta qual o seu desejo e afirma conceder-lhe até metade do reino. Ester convida o rei e Hamã, seu ministro para um banquete. Hamã é convocado às pressas. Após o banquete, o vinho é servido, o rei torna a perguntar qual o desejo de Ester, esta renova o convite para um novo banquete no dia seguinte.

Hamã chega em casa com duas notícias uma boa e outra ruim: ele fora honrado de estar no banquete da rainha com o rei, entretanto Mardoqueu, ainda estava vivo, era o único que não se prostrava diante dele. Zeres, sua esposa, sugere que ele construa uma forca de 20m de altura e peça ao rei a morte de Mardoqueu no dia seguinte.

À noite o rei tem insônia, pede para lerem suas crônicas e dentre os registros é citada a bem feitura de Mardoqueu, salvando a vida do rei, entretanto não há nenhuma menção à recompensa.

16/02 – Hamã está pronto para ser chamado à sala do trono para pedir a morte de Mardoqueu. O rei sem citar nomes pergunta-lhe como deveria honrar um homem cujo feito lhe agradara. Hamã pensando ser ele o favorito sugere que tal homem se vista como o rei, monte no cavalo real e o mais honrado oficial deveria anunciar como um homem que agrada ao rei deveria ser honrado. O rei ordena que Hamã anuncie imediatamente à cidade a honra que Mardoqueu alcançara. Tanto os conselheiros de Hamã, quanto Zeres decreta a ruína iminente de Hamã. Ele volta ao palácio apressadamente para o banquete da rainha.

No fim do banquete Ester declara seu pedido ao rei, se o rei a favorecia, se agradava-se dela, que poupasse a sua vida e ao povo a quem pertencia. O rei a questiona sobre o malfeitor, ela aponta: Hamã! A fúria do rei contra Hamã só é aplacada depois de ordenar a morte de Hamã na forca que havia sido preparada para Mardoqueu. Ester esclarece para o rei o seu parentesco com Mardoqueu. A rainha Ester recebe todos os bens que pertenciam a Hamã e esta nomeia Mardoqueu como seu administrador.

Ester volta a implorar chorando por seu povo, o rei consternado estende mais uma vez o cetro e dá total liberdade para que se crie outro decreto favorecendo aos judeus, já que nenhum decreto real poderia ser revogado.

23/03 – O decreto, escrito por Mardoqueu é enviado a todo o império, concedia aos judeus o direito de defesa contra qualquer força armada e de saquear os bens de seus inimigos. O decreto foi selado, escrito na língua de cada povo e foi enviado velozmente por mensageiros reais.

Mardoqueu usa uma grande coroa de ouro e vestes reais, comparece diante do povo que comemora. Muitos povos se tornaram judeus por temor.

13/12 – O decreto entra em vigor, é publicado como lei e levado ao conhecimento de todo o povo. Em Susã morre 500 inimigos dos judeus. O restante dos judeus que viviam nas províncias matam 75.000 inimigos. Nenhum judeu se apossa dos bens deles.

14/12 – Os judeus nas províncias descansam e comemoram. Em Susã, os judeus matam mais 300 homens, dentre eles os filhos de Hamã, cujos corpos foram pendurados na forca a pedido de Ester.

15/12 – Os judeus em Susã descansam e comemoram.

Fica instituído a comemoração dos dias 14 e 15 do 12º mês do calendário judaico (em nosso calendário 5 e 6 de março, o dia judaico inicia às 18h). Esse dia ficou conhecido como o Purim, por causa da sorte, o Pur – a sorte para a ruína, que foi revertida para o bem dos judeus. Esse dia deve ser comemorado em cada família, em cada geração, como um dia de festa com troca de presentes.

A rainha Ester e Mardoqueu escreveram as regras de comemoração do Purim para os judeus, sem esquecer dos dias de jejum e lamentação anterior aos dias da festa.

473 a. C. – Mardoqueu torna-se o segundo da hierarquia persa, vindo logo após ao rei, foi muito importante e amado pelos judeus, ele promoveu o bem-estar de todos.

O rei Xerxes impõe tributos a todo o império.

464 a. C. – Morre o rei Xerxes, Artaxerxes, seu filho, o substitui.

420 a. C. (?) – Morre Ester em sua velhice.

L'Art de la Perse Marcel-Auguste e Jane Dieulafoy

Marcel-Auguste e Jane Dieulafoy, arqueólogos em Susã, escreveram “L’Art de la Perse”

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Referências Consultadas

A Bíblia em Ordem Cronológica: Nova Versão Internacional/edição autorizada da obra de Edward Reese (org.); tradutor Judson Canto (títulos e textos explicativos). São Paulo: Editora Vida, 2003.

BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL: Versão Almeida Revista e Corrigida Edição 1995. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento Interpretado: VERSÍCULO POR VERSÍCULO: Ester. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 3

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9 comentários

  1. Rute · março 5, 2015

    Muito esclarecedor Lis, seu estudo sobre a época destes acontecimentos em que ocorre a belíssima história da rainha Ester! Parabéns que Deus continue te usando e inspirando-a.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ellen · março 13, 2015

    Muito interessante, Lis. Muito bom ver essa história de modo bem detalhado.
    Beijão.

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  3. Bia Perez · setembro 13, 2016

    Muito interessante. Bjs

    Curtido por 1 pessoa

  4. André Paes · novembro 16, 2016

    Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
    Hebreus 4:12
    A melhor coisa é ver a Palavra (Logos) transformar-se em Rhema na nossa vida. Deus abençoe pelo trabalho, Deus tem falado comigo.

    Curtido por 1 pessoa

  5. Eloir M Valença · março 1

    Valeu sua aplicação e esforço. aprendi contigo. Agradeço.

    Curtido por 1 pessoa

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