Eu, Abraão

Abraão

Todo sonho que se torna uma promessa de Deus passa por duros testes. O teste do tempo prova a fé, a confiança em Deus e a paciência na espera. O teste da obediência e do amor supremo prova a prioridade em nossa vida.

Consigo ver Abraão e Sara comemorando suas Bodas de Ouro, de Diamante, de Brilhante, num jantar com mesa somente para dois. Sem filhos, netos ou bisnetos para rodeá-los trazendo alegria. Os dois se abraçam e saem para ver estrelas, os olhares se encontram dizendo um para o outro permanecer firme.

A essa altura o sonho se torna piada e motivo de zombaria, porque contraria todas as expectativas, todas as circunstâncias. A realidade é dura, fria e cruel para abrigar sonhos. Mas, quando se crê na Palavra de Deus os sonhos encontram as condições perfeitas para germinarem. Então, independente das circunstâncias, no tempo determinado por Deus, o sonho se realiza provocando riso em quem vê. A Palavra se cumpre. Deus é honrado. Isaque nasce.

O velho Abraão, é antes de tudo amigo de Deus. Abraão sabe que mesmo Deus lhe concedendo tamanho presente, quem deve receber todos os presentes não é o servo, e sim o Senhor.

— Abraão!

— Eis-me aqui, Senhor!

— Vá ao Monte que te mostrarei, na terra de Moriá e oferece o teu filho em holocausto.

Não houve choro, gritos, questionamentos, muito menos barganhas. Abraão simplesmente foi, levando o motivo de sua alegria consigo para oferecer em sacrifício a Deus. Queremos imaginar que o desconforto nos pés aumentava com a subida da montanha íngreme, mas nada poderia ser comparado ao aperto dolorido no peito, como se a caixa torácica fosse explodir, depois da pergunta de Isaque:

— Meu pai!

— Sim, meu filho.

— As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

A verdade é que havia em Abraão uma entrega total. Ele entendia perfeitamente a quem pertencia sua alegria de viver e não fazia nenhum sentido viver com Isaque e sem o seu Senhor! Nenhum presente no mundo poderia substituir a aliança que ele havia feito com Deus. Abraão jamais aceitaria viver por menos que isso: por fé.

— Deus proverá…

O teste do amor supremo estava valendo e Abraão revelou ao seu filho e a Deus quem tinha prioridade em sua vida. Ele ergueu o cutelo para imolar seu filho, e…

— Abraão, Abraão!

— Eis-me aqui.

— Não toque no rapaz. Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho.

Abraão foi aprovado. E como recompensa de sua obediência recebeu do próprio Deus bênçãos que se estenderam até sua incontável descendência.

“Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra.” Hebreus 11:13

Para ler a história de Abraão na íntegra acesse: Gênesis 1125

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