MULHERES COMO EU: Léa

Esse 11º estudo sobre Léa faz parte da série “Mulheres Como Eu”, um estudo sobre 24 mulheres da Bíblia idealizado por Karina Barber. Para mais informação de como participar desse estudo acesse o site do Cafezinho da Tarde.

📖 Texto bíblico:

📖 Gênesis 29 – 33 → Esses 5 capítulos tratam da história de rivalidade entre as duas irmãs, Léa e Raquel, ambas esposas de um único homem, Jacó. Raquel era a caçula e a mais bonita, a escolhida por Jacó como esposa, entretanto, como a mais velha não havia casado, o pai das meninas, Labão, casou Léa, a mais velha, com Jacó. Léa foi rejeitada, mas Deus, justo juiz, a exaltou perante a irmã, dando-lhe os 4 primeiros filhos de Jacó. Depois de anos humilhada por sua esterilidade, Raquel teve 2 filhos, José e Benjamim. Antes de partirem de Harã para Canaã, Jacó reúne suas 2 mulheres e as duas irmãs, finalmente, mostram estar de acordo com algo.

📖 Gênesis 35:16-19 → Esses versículos tratam da morte de Raquel. A partir de então, Léa, a primeira esposa, passa a ser a única esposa de Jacó.

📖 Gênesis 46:15-18 → A Bíblia lista os filhos de Léa que foram para o Egito, onde José governava.

📖 Gênesis 49:31 → Jacó menciona a morte de Léa, sepultada junto a Abraão e Sara, seus avós, Isaque e a Rebeca, seus pais.

📖 Rute 4:11 → Léa ajudou a edificar a casa de Israel, sendo mãe dos 4 primeiros filhos de Jacó.

Questionário

1. História de Léa

Léa era uma mulher delicada, mas sem os grandes atrativos de sua irmã mais nova, Raquel. Ela tinha o direito de se casar primeiro por ser a mais velha, mas até então não havia sido dada em casamento. Seu pai, Labão, a colocou numa situação muito difícil ao entregá-la a um homem que amava a sua irmã. Uma semana depois do casamento, seu esposo se casou com Raquel e a desprezou. Deus socorreu e exaltou Léa fazendo-a fértil.

Ao ter o 1º filho, Léa reconheceu que o SENHOR tinha visto a sua aflição e esperançosamente confiou que seu marido a amaria. Ela o chamou de Rúben, que significa “Eis um filho”.

No 2º filho, Léa novamente reconhece que o SENHOR soube de como ela era desprezada e concedeu-lhe mais um filho. Ela o chamou de Simeão, que significa “Ouvindo com aceitação”.

Ao conceber o 3º filho, Léa acreditou que seu marido a amaria porque já tinha lhe dado 3 filhos e que se uniria a ela. Ela o chamou de Levi, que significa “Unido”. Levi se tornou a tribo a qual o SENHOR separou para o serviço sagrado.

No 4º filho, Léa louva ao SENHOR como forma de agradecimento. Ela chamou o bebê de Judá, que significa “Louvor”. Judá se tornou a tribo de onde descenderam reis e por fim, o Messias.

Léa cessou por um tempo de dar filhos, ao ver que Raquel tinha dado sua serva para conceber, também oferece Zilpa. Dois filhos são adquiridos por meio de Zilpa, Gade, o que significa “Boa fortuna”, e Aser, que significa “Alegre”.

Léa consegue passar uma noite com Jacó, em troca das mandrágoras achadas por Simeão e entregues a Raquel (uma raiz que possui poderes afrodisíacos e cuja raiz possui um interessante formato humano). Nessa noite, Léa engravida de Issacar (significa “Ele traz galardão”), e ao conceber diz que Deus lhe galardoou porque ela havia dado sua serva ao marido.

Ao conceber o 6º filho, Léa agradece a Deus por essa dádiva e nos revela que Jacó não morava com ela ao desejar morar com seu esposo. Ela chamou seu filho de Zebulom, que significa “Desejado para habitação”.

A 7ª e última gravidez mencionada na Bíblia foi de uma menina, chamada Diná (Julgada).

Jacó chama suas esposas delatando as injustiças de Labão e falando sobre o desejo de voltar à sua terra. As duas irmãs concordaram com o esposo e juntos partem de Harã.

Na chegada em Canaã, Léa enfrenta uma grande calamidade: sua filha Diná foi estuprada.

Após a morte de Raquel, Léa fica responsável de cuidar do pequeno José e do bebê Benjamim, ela se torna a mãe dos 12 filhos de Jacó.

Léa foi sepultada no jazigo onde estavam as esposas oficiais dos patriarcas Abraão e Isaque, e depois, onde Jacó foi enterrado. Esse ato demonstra que Léa foi finalmente reconhecida por Jacó como sua primeira esposa.

2. Local em que Léa morou na época e o país na atualidade

Léa nasceu em Harã e depois foi para Canaã, que corresponde ao atual país de Israel.

Harã hoje corresponde a faixa sul da Turquia, no qual encontra-se hoje um importante sítio arqueológico.

Sítio Arqueológico – Harã – Sul da Turquia

3. Significado do nome de Léa

Também chamada de Léia e Lia, em hebraico moderno “Le’a”, soa como “labor, cansaço, impaciente, lânguida”, em árabe significa “vaca selvagem”.

4. Vida cotidiana de Léa

• Papel nas Escrituras: Filha, esposa, mãe e senhora.

• Posição Social: Desempenhava a função de primeira esposa de Jacó para Deus, entretanto era tida como a segunda para Jacó.

• Tarefas Diárias: Ela era dona de casa, mas dispunha seu tempo e esforços em conquistar a afeição do marido.

5. Relacionamentos de Léa

DEUS: Léa era uma serva de Deus, que ao lutar pelo amor do marido, descobriu o amor de Deus por ela.

ESPOSO: Jacó não a amava, apesar disso a considerou como sua esposa oficial.

FILHOS: Rúben, Simeão, Levi, Judá e Diná. Gade e Aser por meio de sua serva Zilpa. Rúben deitou-se com Bila, a serva de Raquel e concubina de Jacó; Simeão e Levi mataram o estuprador de Diná e toda a cidade de Siquém; Judá negou o filho caçula a Tamar e acabou engravidando a própria nora. Mais tarde, as tribos de Judá e Levi se tornaram uma das mais importantes tribos de Israel, de Judá veio o Messias e de Levi as linhagens sacerdotais.

PESSOAS ENVOLVIDAS: Raquel, a irmã de Léa, amada por Jacó, causou litígio e tensão familiar.

6. Testemunho de Léa para mim:

Léa é um exemplo da mulher que experimentou a rejeição no casamento bigâmico, mas, em contrapartida, recebeu de Deus amor, aceitação e proteção. Ela não teve uma vida fácil, sua própria irmã se tornou sua rival, seus filhos tomaram atitudes reprováveis, mas no fim Deus deu um final feliz, tornando-a uma das matriarcas da nação de Israel.

7. Virtudes de Léa:

  • Resiliente

  • Esperançosa

  • Humilde

  • Paciente

  • Grata

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BÍBLIA DE ESTUDO DA MULHER DE FÉ: Nova Versão Internacional. Editora Geral: Jean E. Syswerda. Tradução: Cecília Eller. São Paulo: Editora Vida, 2014.

CHAMPLIN, Russell Norman. DICIONÁRIO A-Z. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 7.

1 comentário

  1. elinaires · maio 31

    Republicou isso em Elisângela Carvalho De Nojoza Aires.

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