Anda na minha presença, e sê perfeito

“Apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe:
Eu sou o Deus Todo-Poderoso,
anda em minha presença e sê perfeito.”
Gênesis 17:1

Toda vez que lia esse versículo só focava na última palavra. A mais forte para mim. Não me sentia muito confortável. Mentalmente, começava a listar minhas imperfeições e achava impossível obedecer esse pedido do SENHOR. No entanto, esquecia de alguns detalhes do versículo. O SENHOR mostra o segredo de conseguir a perfeição almejada por Ele: Andar na Presença dEle.

1) Eu sou filha de Abraão, porque igual a ele, eu creio em Deus.

Naquela época ainda não havia leis que conduzissem os rituais religiosos. Havia um Deus a quem Abrão servia com fé e tanto amor que Deus o chamou de amigo. Pelo fato de Abrão crer, firmou-se uma aliança eterna de amor entre Deus e todos os que creem nEle.

2) “Anda em minha presença e sê perfeito” também é para mim!

Antes de Jesus vir à terra houve homens que entenderam o desejo do SENHOR. Andar na presença do SENHOR é andar em obediência, e acima de tudo é andar em comunhão, é ter amizade com Deus. Abel, Enoque, Melquisedeque, Abraão, José, Davi, Elias, Jeremias, Daniel, Ezequiel… Homens que andaram na presença do SENHOR e foram perfeitos. E perfeição existe? Sim, quando Deus diz que andando na presença dEle seremos perfeitos, Ele não está brincando.

3) Andar na presença do SENHOR significa obedecê-lo e, também, ser próximo a Ele.

O Pr. David Owur, profeta queniano, sonhou que estava num caminho pedregoso e perigoso, mas que Jesus estava ao lado dele orientando como ele deveria andar, por onde deveria ir, onde deveria pisar, o por quê de não ir por determinado caminho e conversava com ele.
É bem isso o andar na presença do SENHOR: ouvir o que Ele nos diz, obedecê-Lo e conversar com Ele.

Hoje, melhor ainda que na época dos patriarcas, temos o nosso Amigo Espírito Santo para nos conduzir, ajudar e melhorar o relacionamento com Deus e uns com os outros. Não há desculpas de continuar dizendo: “sou imperfeito”. Só há escolhas, que podemos fazer, todos os dias, de ouvir ou não a voz do SENHOR, de andar com Ele ou não, de ser amigo dELe ou não.

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Eu, Abraão

Abraão

Todo sonho que se torna uma promessa de Deus passa por duros testes. O teste do tempo prova a fé, a confiança em Deus e a paciência na espera. O teste da obediência e do amor supremo prova a prioridade em nossa vida.

Consigo ver Abraão e Sara comemorando suas Bodas de Ouro, de Diamante, de Brilhante, num jantar com mesa somente para dois. Sem filhos, netos ou bisnetos para rodeá-los trazendo alegria. Os dois se abraçam e saem para ver estrelas, os olhares se encontram dizendo um para o outro permanecer firme.

A essa altura o sonho se torna piada e motivo de zombaria, porque contraria todas as expectativas, todas as circunstâncias. A realidade é dura, fria e cruel para abrigar sonhos. Mas, quando se crê na Palavra de Deus os sonhos encontram as condições perfeitas para germinarem. Então, independente das circunstâncias, no tempo determinado por Deus, o sonho se realiza provocando riso em quem vê. A Palavra se cumpre. Deus é honrado. Isaque nasce.

O velho Abraão, é antes de tudo amigo de Deus. Abraão sabe que mesmo Deus lhe concedendo tamanho presente, quem deve receber todos os presentes não é o servo, e sim o Senhor.

— Abraão!

— Eis-me aqui, Senhor!

— Vá ao Monte que te mostrarei, na terra de Moriá e oferece o teu filho em holocausto.

Não houve choro, gritos, questionamentos, muito menos barganhas. Abraão simplesmente foi, levando o motivo de sua alegria consigo para oferecer em sacrifício a Deus. Queremos imaginar que o desconforto nos pés aumentava com a subida da montanha íngreme, mas nada poderia ser comparado ao aperto dolorido no peito, como se a caixa torácica fosse explodir, depois da pergunta de Isaque:

— Meu pai!

— Sim, meu filho.

— As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

A verdade é que havia em Abraão uma entrega total. Ele entendia perfeitamente a quem pertencia sua alegria de viver e não fazia nenhum sentido viver com Isaque e sem o seu Senhor! Nenhum presente no mundo poderia substituir a aliança que ele havia feito com Deus. Abraão jamais aceitaria viver por menos que isso: por fé.

— Deus proverá…

O teste do amor supremo estava valendo e Abraão revelou ao seu filho e a Deus quem tinha prioridade em sua vida. Ele ergueu o cutelo para imolar seu filho, e…

— Abraão, Abraão!

— Eis-me aqui.

— Não toque no rapaz. Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho.

Abraão foi aprovado. E como recompensa de sua obediência recebeu do próprio Deus bênçãos que se estenderam até sua incontável descendência.

“Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra.” Hebreus 11:13

Para ler a história de Abraão na íntegra acesse: Gênesis 1125

A pergunta que ecoa

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Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: “Abraão! ” Ele respondeu: “Eis-me aqui”. Então disse Deus: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”. Na manhã seguinte, Abraão levantou-se e preparou o seu jumento. Levou consigo dois de seus servos e Isaque seu filho. Depois de cortar lenha para o holocausto, partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado. No terceiro dia de viagem, Abraão olhou e viu o lugar ao longe. Disse ele a seus servos: “Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorarmos, voltaremos”. Abraão pegou a lenha para o holocausto e a colocou nos ombros de seu filho Isaque, e ele mesmo levou as brasas para o fogo, e a faca. E caminhando os dois juntos, Isaque disse a seu pai Abraão: “Meu pai! ” “Sim, meu filho”, respondeu Abraão. Isaque perguntou: “As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” Gênesis 22:1-7

A pergunta de Isaque ecoou durante séculos. “Pai, onde está o Cordeiro?” Pessoas de diferentes lugares e tempos distantes se perguntavam quem as salvaria da morte, de seus sofrimentos e da própria lamúria. Deus, o Senhor Provedor – Jeová Jireh, responde através de seu profeta Isaías:

Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do Senhor? Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. Is 53:1-7

 Ele mesmo prometeu enviar seu único Filho ao mundo como o Cordeiro da Salvação.

Tempos depois, uma virgem bem-aventurada recebe as boas novas de que fora escolhida para ser a mãe do Salvador do Mundo. Quem ecoou foi Jesus, o Cristo. Sua vida era o sacrifício vivo! Proclamou a Palavra da Vida, morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou. E antes de ascender aos céus anunciou que voltaria uma segunda vez, para levar consigo todo aquele que acreditasse que Ele é o Filho de Deus, que veio ao mundo para salvação de muitos.

E hoje, essa pergunta continua a ecoar: “E o Cordeiro, onde está?”. Ecoa porque as profecias do Apocalipse a respeito da volta de Jesus estão se cumprindo. E a Igreja aguarda o Filho de Deus. Só o Senhor Deus sabe o dia e a hora em que Ele voltará. Certamente, Ele virá.